15ª Mostra de cinema e direitos humanos
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em parceria com a Universidade Federal do Ceará, realizará a 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos entre os dias 26 de novembro e 10 de dezembro de 2025, em 12 capitais: Fortaleza (CE), Manaus (AM), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Salvador (BA), Recife (PE), São Paulo (SP), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), sob o tema: “Direitos Humanos e a emergência climática: rumo a um futuro justo e sustentável”.
Em São Paulo, a Mostra será exibida aqui no Espaço Petrobras de Cinema, de 03 a 06/12/2025 em sete sessões gratuitas e com debate.
Confira a programação!
15ª MCDH | Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá
Dirigido por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna
Brasil - 2024 - Documentário - 90 min - Gratuito
Não recomendado para menores de 12 anos.
![[cartaz oficial] Meu Pai Kaiowá_em alta](https://espacopetrobrasdecinema.com.br/wp-content/uploads/2025/11/cartaz-oficial-Meu-Pai-Kaiowa_em-alta-scaled.jpg)
Exibição única: 03/12 | 20h30
“Yõg ãtak: meu pai, kaiowá” é um documentário que cruza narrativas pessoais e históricas ao acompanhar a busca de Sueli e Maiza Maxakali por seu pai, Luis Kaiowá – em viagens que conectam os povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá, o nordeste de Minas Gerais e o sul de Mato Grosso do Sul.
15ª MCDH | Sessão Infantil I
Dirigido por 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos
Brasil - 135 min - Gratuito
Recomendado para todas as idades.


Exibição única: 04/12 | 13h30
Amazônia sem Garimpo, de Tiago Carvalho e Julia Bernstein (2022, 6’34”)
Sinopse: “Amazônia sem garimpo” é uma animação que explica, de forma sensível, os impactos da mineração ilegal nos rios e na vida dos povos indígenas. Com uma linguagem acessível e visual marcante, o filme é um ótimo ponto de partida para conversar sobre floresta, território e preservação.
No início do Mundo, de Camilla Osório (2025, 7’46”)
Sinopse: Maíra aprende o ofício de sua avó
Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa, de Fernando Fraiha (2025, 90′)
Sinopse: Chico Bento passou a vida catando goiabas na goiabeira do Nhô Lau. Mas, agora que o Dotô Agripino vai construir uma estrada que vai derrubar a goiabeira, Chico e seus amigos vão fazer de tudo pra impedir.
15ª MCDH | Sessão Nego Bispo (Terra)
Dirigido por 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos
Brasil - 169 min - Gratuito
Não recomendado para menores de 12 anos.

Exibição única: 04/12 | 20h30
Eu sou Raiz, de Cíntia Lima e Lílian de Alcântara (2022, 7′)
Mestra Mariinha é líder quilombola e, há mais de 40 anos, luta à beira do rio São Francisco para preservar a cultura e a natureza de seu território. Ela se dedica aos saberes das ervas medicinais, é benzedeira e Mestra do Reisado do Quilombo da Mata de São José.
Ainda Há Moradores Aqui, de Tiago Rodrigues (2025, 42’50”)
Em meio a bairros fantasmas, o documentário expõe as marcas do desastre industrial causado pela mineradora Braskem em Maceió (AL). Ainda Há Moradores Aqui dá rosto e voz para preservar a memória das pessoas que resistem e lutam por justiça e reparação.
Pau D’Arco, de Ana Aranha (2025, 89′)
O documentário “Pau d’Arco” acompanha os sobreviventes da chacina em que a polícia matou 10 trabalhadores sem-terra no Pará. Ao seguir os passos da principal testemunha e seu advogado na luta por justiça e pela terra, acontecimentos chocantes indicam uma possível tentativa de encobrir o crime.
15ª MCDH | Sessão Infantil II
Dirigido por 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos
Brasil - 138 min - Gratuito
Recomendado para todas as idades.


Exibição única: 05/12 | 13h30
Ga vī: a voz do barro, de Ana Letícia Meira Schweig, Angélica Domingos, Cleber kronun de Almeida, Eduardo Santos Schaan, Geórgia de Macedo Garcia, Gilda Wankyly Kuita, Iracema Gãh Té Nascimento, Kassiane Schwingel, Marcus A. S. Wittmann, Nyg Kuita, Vini Albernaz (2021, 10’40”)
“Ga vī: a voz do barro”, uma animação que conta histórias Kaingang sobre a tradição da cerâmica, barro, território e ancestralidade, produzido a partir do encontro de saberes de mulheres Kaingang na Terra Indígena Apucaraninha, localizada no norte do Paraná. O filme é realizado a partir do evento “Ga vī: a voz do barro, conversando com a terra”, um encontro de saberes entre mulheres Kaingang e cerâmica. É um curta-metragem, em animação, com objetivo de compartilhar com mais pessoas esses conhecimentos, fortalecer essas práticas e também servir como material e memória para jovens Kaingang.
Òsányìn: O segredo das folhas, de Pâmela Peregrino (2021, 22′)Uma criança nasce com folhas em seu corpo e sua mãe busca a cura. Na escola, porém, as outras crianças a discriminam e ela foge para mata! Na Caatinga, encontra seres encantados de tradições indígenas e negras e caminha numa aventura de autoconhecimento. Sua busca a leva até Òsányìn, o Orisà das folhas, que apresenta o poder das plantas e a importância da preservação ambiental.
Do Colo da Terra, de Renata Meirelles e David Vêluz (2025, 75′)
Produzido pelo Território do Brincar e pela Ludus Vídeos e Cultura, em parceria com o Alana, Imaginable Futures, ICPlay e Fundação Itaú Social, o documentário retrata o cotidiano indígena com olhar sensível e contemplativo. As crianças aparecem brincando, aprendendo e convivendo de forma integrada à vida em seus territórios, conectadas com rituais, espiritualidade e respeito pelo meio ambiente.
15ª MCDH | Sessão Raoni (Floresta)
Dirigido por 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos
Brasil - 113 min - Gratuito
Não recomendado para menores de 14 anos.

Exibição única: 06/12 | 14h
SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente, de Kamikia Kisedje, Fred Rahal (2025, 30′)
Kamikia e Lewaiki, do povo Kisêdjê, são obrigados a abandonar sua maior aldeia após detectarem a contaminação por agrotóxicos, que envenena suas terras, rios e alimentos. Cercados por monoculturas de soja, eles lutam para proteger sua cultura, suas famílias e seu território, enfrentando um inimigo invisível que ameaça sua existência.
Faísca, de Barbara Matias Kariri (2025, 12′)
O desaparecimento das onças do território provoca desolação na comunidade. Mulheres de gerações diferentes se mobilizam para o retorno das onças, antes que todos desapareçam.
Grão, de Adriana Miranda (2020, 16′)
Um olhar poético sobre a luta de famílias no Mato Grosso, que resistem aos venenos, à truculência e ao poder do agronegócio com trabalho, força e fé.
Curupira e a Máquina do Destino, de Janaína Wagner (2021, 25′)
Curupira e a máquina do destino é o encontro entre uma curupira e o fantasma encarnado de Iracema, personagem fictícia do filme “Iracema – uma transa amazônica”. No Amazonas, uma estrada em linha reta chamada Estrada Fantasma, aberta feito ferida durante a Ditadura cívico-militar, o vergalhão de asfalto que vara o país foi construído, destruído e se afoga agora em um processo de reconstrução.
Sede de Rio, de Marcelo Abreu Góis (2024, 72′)
O filme acompanha a jornada espiritual e solitária de Nitercílio Ferreira de Morais (Seu Nir), o último grande capitão de embarcações ribeirinhas do Rio São Francisco. A cada ano, ele navega o “Velho Chico” em sua embarcação, a “Rainha do Porto”, em uma peregrinação para cumprir uma promessa em honra aos que morreram nas águas do rio, que ele ama.
15ª MCDH | Sessão Antônia Melo (Águas)
Dirigido por 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos
Brasil - 184 min - Gratuito
Não recomendado para menores de 10 anos.

Exibição única: 05/12 | 20h30
Kutala, de Fabio Martins e Quilombo Manzo (2025, 5′)
As brincadeiras de crianças de terreiro do Kilombu Manzo, na observância dos mais velhos, transmitem o saber ancestral à geração neta, no tempo em que passado, presente e futuro se entrelaçam. O Eduka Kilombu reafirma nossa matriarca, mostrando que o saber quilombola está plantado nas matas e corre livre nos caminhos das águas, de onde extraímos o mais importante sagrado: Ota — pedra sagrada. Ao fundo, a narrativa da matriarca constrói um tempo espiralar, que nos faz confundir a interpretação do ontem no tempo do hoje.
Rio de Mulheres, de Cristina Maure e Joana Oliveira (2009, 21′)
Em um ambiente muito seco, onde a água é escassa, mulheres vivem somente entre crianças e outras mulheres.
Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga, de Fellipe Abreu e Luis Felipe Silva (2025, 16’46”)
A série Cerrado: Coração das Águas transporta o espectador por uma viagem pelas águas que ligam o Cerrado à Amazônia, à Caatinga e ao Pantanal, desde a nascente até o encontro com grandes rios. A partir dos relatos de povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais, destacam-se as ameaças e a destruição do meio ambiente e dos modos de vida que protegem a natureza.
As Lavadeiras do Rio Acaraú transformam a embarcação em nave de condução, de Kulumym-Açu (2021, 12′)
O fluxo das águas do Rio Acaraú, que atravessa a cidade de Sobral, no Ceará, conta uma história na qual o esfregar e o voar fazem parte do mesmo gesto coletivo.
Volta Grande, Fábio Nascimento (2020, 27′)
300 famílias ribeirinhas removidas de suas casas para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, conquistaram o direito de retornar às margens do Rio Xingu.
Rua do Pescador, Nº 6, de Bárbara Paz (2025, 72′)
À medida que as águas das enchentes no Rio Grande do Sul vão baixando, as memórias de muitas vidas emergem. Uma pequena equipe de técnicos do audiovisual gaúcho, alguns também afetados pela tragédia, saíram em busca de histórias e memórias ‘após o fim’.
15ª MCDH | Sede de Rio
Dirigido por Marcelo Abreu Góis
Brasil - 2024 - 72 min - Gratuito
Não recomendado para menores de 14 anos.

Exibição única: 06/12 | 20h30
O filme acompanha a jornada espiritual e solitária de Nitercílio Ferreira de Morais (Seu Nir), o último grande capitão de embarcações ribeirinhas do Rio São Francisco. A cada ano, ele navega o “Velho Chico” em sua embarcação, a “Rainha do Porto”, em uma peregrinação para cumprir uma promessa em honra aos que morreram nas águas do rio, que ele ama.


